Entenda como o uso de isolamentos de alto desempenho pode propiciar economias de até 22% no gasto energético dessas plantas, além de contribuir para melhorias relevantes de processo.

Tundishes, carros-torpedo, e outros ativos da indústria siderúrgica operam sob condições extremas de funcionamento. A garantia de desempenho destes ativos está ligada diretamente à camada isolante que compõe o revestimento refratário.
As altas temperaturas de processo somadas à alta carga mecânica imposta pelo peso do refratário e do metal líquido são apenas alguns dos fatores que fazem com que a especificação do isolamento térmico para esse tipo de aplicação precise ser criteriosa e baseada em resultados confiáveis.
Em geral, há três sinais claros que indicam que um isolamento térmico não é adequado para aplicações siderúrgicas:
Alta condutividade térmica: Se o material não apresentar desempenho suficiente, será necessária uma camada excessivamente espessa para reduzir as perdas energéticas. Isso impacta diretamente no volume interno e na capacidade dos equipamentos;
Baixa resistência mecânica: A carga gerada pelo peso combinado das camadas de refratário e do metal líquido pode esmagar isolamentos que não tenham resistência suficiente para trabalhar continuamente sob alta temperatura e compressão elevada. Nesse cenário, a redução de espessura compromete o desempenho do isolamento e pode propiciar trincas no refratário.
Instabilidade dimensional: O isolamento deve ser capaz de manter seu formato e propriedades físicas ao longo das campanhas, sem apresentar retração, absorção de umidade ou perda de integridade.
Quando o isolamento apresenta essas limitações, ou mais ainda, quando não se utiliza uma camada de isolamento de backup do revestimento refratário, os impactos afetam diretamente os resultados da operação. O alto fluxo de calor perdido através das paredes do equipamento tende a gerar:
Maior consumo de energia elétrica ou combustível para o aquecimento;
Aumento nas emissões de CO2 associadas ao processo produtivo;
Elevação da temperatura da estrutura metálica, acelerando processos de oxidação e degradação estrutural;
Trocas prematuras de refratários devido a trincas e desgaste do material.
Para reduzir esses impactos e aumentar a confiabilidade da operação, siderúrgicas do mundo afora têm recorrido ao uso de isolamentos de backup que combinem baixa condutividade térmica, alta resistência mecânica e boa estabilidade dimensional.
O Painel Steelflex® se destaca nesse contexto por ser um isolamento térmico microporoso fino, com apenas 5 mm de espessura, capaz de reduzir em 20 a 50% as perdas térmicas.
O Steelflex® foi desenvolvido pela Promat Materials para atender às necessidades da indústria siderúrgica, e o resultado é um painel flexível de altíssimo desempenho, classificado para temperaturas de até 1100 ºC, com resistência à compressão de 1,02 MPa e condutividade térmica de apenas 0,032 W/m*K — valor que chega a ser aproximadamente 10 vezes menor do que outras opções de isolamento convencional.

Além dessas características, o Painel Steelflex® é encapsulado à vácuo em um filme aluminizado de alta resistência. Isso garante mais facilidade na instalação, pois o isolamento pode ser posicionado antes da secagem da argamassa refratária, e também fornece mais durabilidade para o isolamento, pois protege o núcleo microporoso.
Esses fatores combinados fazem com que o Steelflex® seja uma escolha segura e assertiva para isolamento de backup de tundishes, fornos, panelas de transporte de metal líquido, carros-torpedo e outros equipamentos de siderúrgicas ou fundições.
A indústria siderúrgica europeia Železiarne Podbrezová Group destacou em um depoimento os ganhos que a companhia obteve em eficiência energética com a implementação do Painel Steelflex® nos ativos da sua aciaria. A companhia optou inicialmente por utilizar o Steelflex® em seu forno elétrico a arco (EAF) e em sua panela de transferência. Após a implementação e validação do sistema de isolamento nesses ativos, o Steelflex® foi implementado também nos tundishes da companhia.
Operações que optaram pelo uso do Painel Steelflex® se beneficiam de processos mais estáveis, reduções de 20 a 50% no custo com energia e de até 50% nas emissões de CO2. Em praticamente todos os casos, esses resultados são atingidos sem aumentar a espessura da parede dos equipamentos e, consequentemente, sem sacrificar a capacidade.
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